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Quinta-Feira, 22 de Agosto de 2019, 12h:09
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Expectativa: Aquário do Pantanal promete ser referência mundial

Principalmente pelo seu potencial científico

Laryssa Maier
Especial para o Capital News

Edemir Rodrigues/Portal MS

Expectativa: Aquário do Pantanal promete ser referência mundial

Projeto arquitetônico, assinado pelo arquiteto Ruy Ohtake.

Aquário do Pantanal, maior aquário de água doce do mundo, uma das obras mais esperadas pelo Sul-Mato-Grossense, com o intuito de oferecer ao público uma oportunidade  única de conhecer a riqueza da biodiversidade do Pantanal e de outros ecossistemas brasileiros.

 

O empreendimento já nasceu grandioso desde o seu projeto arquitetônico, assinado pelo renomado arquiteto Ruy Ohtake, e promete ser referência mundial não apenas pela imponência da obra, mas principalmente pelo seu potencial científico, por ser um banco de dados para estudos. O empreendimento também terá um museu interativo, biblioteca, auditório com capacidade para 250 pessoas, sala de exposição e laboratórios de pesquisa para estudantes, cientistas e pesquisadores.

Edemir Rodrigues/Portal MS

Expectativa: Aquário do Pantanal promete ser referência mundial

Projeto paisagístico do Aquário foi elaborado por professores, arquitetos e biólogas da UFMS

 

Instalado no Parque das Nações Indígenas, principal cartão postal de Campo Grande, o centro de pesquisa contará com 32 tanques (24 internos e oito externos) da ictiofauna pantaneira (peixes e répteis), mais de 5,4 milhões de litros de água e um sistema de suporte à vida com condições reais do habitat. 

 

A começar pelos promissores resultados obtidos pelo “Projeto Quarentena”, laboratório montado há quatro anos pelo governo para a manutenção das 189 espécies de peixes que habitarão os tanques, a tendência após a inauguração é incrementar esse banco de dados que já serve como base para consulta da comunidade científica nacional e internacional.

Edemir Rodrigues/Portal MS

Expectativa: Aquário do Pantanal promete ser referência mundial

Projeto paisagístico do Aquário foi elaborado por professores, arquitetos e biólogas da UFMS

 

“Temos o maior laboratório de peixes pantaneiros do mundo em que 49 espécies de peixes já se reproduziram, sendo sete registros inéditos no mundo e outros três documentados pela primeira vez no Brasil. Os resultados serão submetidos a publicações nacionais e internacionais. Também recebemos visitantes do exterior, alunos de pós-graduação e professores”, completa o biólogo Heriberto Gimênes Junior, coordenador técnico do Laboratório de Ictiologia da quarentena, que conta com técnicos do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul) e profissionais da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento do Ensino, Ciência e Tecnologia de MS (Fundect).

 

 

Nas próximas semanas deverão ser publicados dois editais que marcam o início efetivo da retomada dos serviços. A primeira frente será de ‘Construção Civil’ com a finalização da cobertura metálica seguida da substituição de dez placas de vidros da cúpula. A próxima etapa será a conclusão das monocapas dos pórticos vermelhos e dos forros internos do auditório e da biblioteca. A previsão de conclusão das obras é até o fim de 2020.

 

Governador Reinaldo Azambuja afirma. “Assumimos o Governo com o propósito de terminar todas as obras deixadas por gestões anteriores e o aquário é uma delas. Só não conseguimos concluir essa ainda porque tínhamos uma questão jurídica; com o desembaraço vamos retomar com as licitações a partir de setembro e entregar o que a população merece em respeito ao dinheiro público empregado no projeto”

 

O projeto paisagístico do aquário, criado por uma equipe de professores, arquitetos e biólogas da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), foi premiado no 11º Seminário Internacional da USP (NUTAU), cujo tema foi Aguas, projetos e tecnologias para o território sustentável.

 

O grupo de pesquisadores trabalhou junto com Rui Otake para integrar os sistemas em um projeto inédito de recriação da fauna pantaneira fora do seu habitat natural: “Esta é primeira experiência de um jardim com plantas do Pantanal. Temos as áreas alagadas, onde ocorrem certas vegetações como o Buriti; o chaco, área que tem vegetação parecida com o semiárido e um túnel composto de árvores que vivem na sombra”, explica a arquiteta, Eliane Guaraldo, professora de paisagismo e coordenadora da pós-graduação em Recursos Naturais da UFMS, membro da equipe responsável pelo paisagismo.

 

Para comemorar os 120 anos de Campo Grande, também conhecida como Cidade Morena, o Capital News, está lançando do dia 19 de agosto até o dia 26 (aniversário da Capital) uma série de reportagens especiais, para destacar os grandes marco da história da cidade. Confira as demais matérias:

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