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Sexta-Feira, 26 de Julho de 2019, 16h:58
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Sobrinho confessa estupro e assassinato de tia de 64 anos

Vítima reconheceu o autor e ameaçou contar para a mãe dele

Elaine Silva
Capital News

Divulgação/Polícia Civil

Sobrinho confessa estupro de tia

Sobrinha confessou o crime e ainda foi no velório

Mateus Nucci, 23 anos, é acusado de matar e estuprar a tia Lúcia Maria Bezerra dos Santos, 64 anos, na última sexta-feira (19) na Rua Tiozo Kai, Residencial Portal do Parque, em Nova Andradina.

Em depoimento o sobrinho alegou que a motivação do homicídio foi porque, ao invadir a casa para tentar estuprar a idosa, a mulher o reconheceu, dizendo que iria contar para a mãe do jovem o ocorrido.  

Policiais civis, por meio da Seção de Investigações Gerais (SIG), em conjunto com a Delegacia de Atendimento à Mulher (DAM), após diversas diligências, interrogou cinco pessoas em todo o Vale do Ivinhema e no interior de São Paulo, até chegar a Mateus, que, em depoimento, não conseguiu sustentar sua inocência e acabou confessando e detalhando o crime.
 
Segundo a delegada da DAM, Daniella Oliveira, o assassinato não foi premeditado. Mateus relatou à polícia que chegou do trabalho por volta das 20h de quinta-feira (18), se deslocou até a casa de um tio, acompanhado de um amigo, lá ingeriram bebidas alcoólicas junto com algumas mulheres que também estavam no local e depois seguiram para um prostíbulo.  
 
O acusado não soube explicar porque não teve relações sexuais nem com as meninas que estavam na casa do tio e nem com as garotas de programa. De acordo com o site Jornal da Nova, sem motivos aparentes, Mateus deixou o carro na casa do tio, pegou a moto e foi até a residência de Lúcia.  
 
Em frente à casa da vítima, ele deixou o veículo, o capacete e o celular para fora do imóvel, mas não tinha certeza se Lúcia estava acompanhada do filho, que mora com ela. O autor observou por um tempo e, quando viu que a vítima acendeu uma luz, pulou o muro, chutou a maçaneta da porta, arrombando-a, e foi em direção da mulher.  
 
Segundo Mateus, Lúcia não o reconheceu inicialmente por estar escuro no local. Ele já chegou a empurrando e ficou por baixo da vítima, forçando as relações sexuais. A mulher o reconheceu e passou a dizer: "Mateus, vou contar para sua mãe o que você tá fazendo". Ela conseguiu pegar uma faca de serra para se defender, porém o autor tomou a arma branca de sua mão e desferiu contra o pescoço da vítima.   

Segundo o depoimento do rapaz, ele se levantou logo após o crime, com as mãos sujas de sangue, pulou o muro e saiu com a moto, vindo a descartar a faca próximo ao córrego Umbaracá. Em seguida ele seguiu pelo anel viário e foi até a casa do tio, onde retirou a roupa e jogou numa fossa.  
 
Enterro
No outro dia, Mateus foi para a casa de familiares em Nova Casa Verde, voltou para Nova Andradina, onde foi no velório de Lúcia, depois foi até a casa da namorada no assentamento Aldeia. O autor disse ainda que, quando retornava de viagem da empresa em que trabalha, pousava algumas vezes na casa de Lúcia, mas que nunca sentiu atração por ela.  

 

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