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Terça-Feira, 03 de Setembro de 2019, 15h:16
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Marcelo Piloto: guardas negam ter ouvido execução de jovem

Após o crime narcotraficante foi expulso

Elaine Silva
Capital News

SNAP/Divulgação

Após ser extraditado para o Brasil, Marcelo Piloto é levado para presídio em Catanduvas

Marcelo Piloto está no presídio de Mossoró

 

As investigações do assassinato de Lídia Meza Burgos, de 18 anos, dentro do presídio Agrupación Especializada, em Assunção, revelou falhas de segurança da penitenciária, considerada a mais segura do Paraguai. A jovem foi morta pelo traficante Marcelo Fernando Pinheiro Veiga, o Marcelo Piloto, com 53 facadas.

Conforme o Ministério Público (MP) paraguaio sobre o crime, que baseou a denúncia feita pelo MPF brasileiro contra Piloto, no mês passado,onde mostrou que nenhum agente ou funcionário da cadeia ouviu ou viu a execução da jovem, que a cela do traficante ficava a 10 metros da recepção do quartel, com guardas de plantão, além de informar que Marcelo não era observado quando recebia visitas e por último algumas câmeras de segurança do local sequer funcionam, demonstrando que há falhas no sistema de segurança.

O crime foi a última tentativa de Piloto para tentar impedir a extradição, porém não deu certo e no dia seguinte ele foi expulso pelo presidente da República Mario Abdo Benítez e levado para o Presídio Federal de Mossoró (RN).

O soldado Blas Gómez, da Companhia Antimotins, segundo o jornal Extra, foi um dos primeiros a entrar na cela, disse que Piloto usava uma camisa da seleção brasileira toda ensanguentada quando os agentes chegaram ao local. Na cela, os agentes apreenderam “facas de cozinha e pratos e copos de vidro, que, em teoria, são proibidos na cadeia”, segundo o agente. Por conta da falta de segurança, foi o próprio traficante quem “alertou” os agentes após o crime batendo na porta da cela.

Lídia tinha sido contratada por ele através de um catálogo virtual de garotas de programa, antes de matar a jovem, o traficante fez sexo com ela, segundo a investigação. Em julho, a juíza Caroline Figueiredo, da 5ª Vara Federal Criminal do Rio, decretou a prisão de Marcelo Piloto pelo crime.

 

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