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Quinta-Feira, 13 de Fevereiro de 2020, 08h:43
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Jornalista Leo Veras é executado na Fronteira

Vítima foi executado enquanto jantava com a família

Elaine Silva
Capital News

Divulgação

Jornalista Leo Veras é executado na Fronteira

Jornalista Leo Veras

Na noite de quarta-feira (12) o jornalista Leo Veras foi executado enquanto jantava com a família. Crime aconteceu em Pedro Juan Caballero. Ele foi alvejado por disparos de pistola 9 mm. Leo foi atingido por 12 tiros, sendo que um foi na cabeça pelas costas quando ele já estava caído no chão, o que demonstra que o jornalista tentou fugir dos pistoleiros.

 

O jornalista chegou a ser socorrido até o hospital Viva Vida, morrendo alguns minutos depois de dar entrada na unidade hospitalar. Os pistoleiros que atacaram o jornalista estariam em um Jeep Grand Cherokee. Nos últimos dias, Léo Veras concedeu entrevista à emissora Record no últimos dias, em uma matéria especial a respeito do tráfico de drogas e violência na fronteira.

 

Após o crime a polícia apreendeu celular e o computador para perícia na tentativa de descobrir de onde vinham as ameaças que ele estava sofrendo.  O promotor Marco Amarila informou  que com estes materiais apreendidos espera descobrir as razões das ameaças que o jornalista vinha sofrendo. Ainda segundo informações existem nos arredores da residência de Leo câmeras de segurança, mas não se sabe se gravaram o crime, conforme o site ABC Color. 

 

Em nota Associação Brasileira de Imprensa (ABI) relatou o trabalho de Léo e da imprensa nesta região da fronteira, marcada principalmente pelas execuções motivadas pelo narcotráfico. Após a execução o Sindicato de Jornalistas Profissionais na Região da Grande Dourados (Sinjorgran) divulgou uma nota em condenando o assassinato e lembrando outras execuções de profissionais na fronteira. 

 

“Ao lamentar e repudiar o atentado contra o jornalista Léo Veras (Lourenço Veras), na noite desta quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020, em Pedro Juan Caballero (Paraguai), a diretoria do Sinjorgran (Sindicato dos Jornalistas Profissionais da Região da Grande Dourados) ressalta que esse golpe brutal atingiu também todos os profissionais da comunicação que atuam na fronteira Brasil-Paraguai, escancarando mais uma vez a insegurança vivida por quem pratica o jornalismo na região.

Nada justifica a violência contra jornalistas e é de suma importância que esse crime seja solucionado o mais rápido possível pelas autoridades paraguaias, já que a impunidade é mais uma forma de ferir o exercício livre da comunicação.

Diante dessa tragédia, o Sindicato lembra que há 8 anos, em Ponta Porã (MS), cidade brasileira que faz divisa com Pedro Juan Caballero, o jornalista Paulo Rocaro foi assassinado, em 13 de fevereiro de 2012. Segundo a investigação feita pela polícia brasileira na época, ele teria sido vítima de um crime político.

 

Agora no velório de Léo Veras estarão praticamente os mesmos colegas que sepultaram o corpo de Paulo Rocaro. Por isso, o Sindicato cobra segurança e justiça e afirma sua solidariedade aos familiares de Léo Veras e a todos os comunicadores de Pedro Juan Caballero e de Ponta Porã.

Diretoria do Sinjorgran

Dourados-MS, 12 de fevereiro de 2020

 

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