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Dark Money: Funcionário público é preso pela Dracco

Operação envolvendo o desvio de R$ 23 milhões de prefeitura de MS

Elaine Silva
Capital News

Divulgação/Dracco

Dark Money: Funcionário público é preso pela Dracco

Operação Dark Money

Servidor público foi preso na segunda fase da operação Dark Money, deflagrada nesta segunda-feira (26). A ação investiga uma organização criminosa envolvida no desvio de mais de 23 milhões de reais dos cofres públicos do Município de Maracaju. 

 

Trata-se de um funcionário público comissionado à época, apontado como peça chave no esquema que ocorreu entre novembro de 2019 e 2020. Segundo o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco), o mandado de prisão preventiva foi cumprido na área rural do Município de Maracaju, numa ação conjunta com a Delegacia de Polícia de Maracaju, tendo também sido apreendidos dois veículos que estavam em sua posse. O preso foi encaminhado para o setor de carceragem da DERF.

Divulgação/Dracco

Dark Money: Funcionário público é preso pela Dracco

Operação investiga o desvio de R$ 23 milhões de prefeitura

 

As diligências investigativas prosseguem visando desmantelar toda a organização criminosa e recuperar o patrimônio público desviado.

 

Investigados 

Ex-prefeito Maurílio Ferreira Azambuja (MDB), o ex-secretário de Finanças, Lenilso Carvalho Antunes, Daiana Cristina Kuhn, que também atuou na Secretaria de Finanças, Iasmim Cristaldo Cardoso, Pedro Everson Amaral Pinto, Fernando Martinelli Sartori e Moisés Freitas Victor, foram os alvos da primeira fase.

 

Poder Judiciário (2ª Vara Criminal de Maracaju) na mesma decisão que determinou a prisão preventiva realizada nesta data, também converteu 3 prisões temporárias em preventiva, 3 em medidas cautelares diversas da prisão (monitoramento por tornozeleira eletrônica) e a outra prisão segue ainda temporária, com prazo até terça-feira, mas já com pedido de conversão preventiva formulado pelas autoridades policiais responsáveis pela investigação, por considerarem suficientemente demonstrado os requisitos e pressupostos estabelecidos pela lei.

 

Operação 

As investigações miram servidores públicos que atuaram no alto escalão do executivo municipal no exercício de 2019/2020, bem como, empresários e empresas com envolvimento no esquema. A partir de negócios jurídicos dissimulados, integrantes do alto escalão da prefeitura emitiram mais de 600 lâminas de cheques, que totalizaram mais de R$ 23 milhões,  a empresas, sem qualquer lastro jurídico para amparar os pagamentos. Muitas das empresas beneficiárias dos valores não mantinham relação jurídica com a prefeitura (licitação, contrato ou meio legal que amparasse a transação financeira). Além disso, não havia emissão de notas fiscais e os valores não eram submetidos a empenho de despesas, operações legais que devem ser observadas pelos entes públicos.

 

Na 1ª fase, deflagrada dia 22 de setembro de 2021, ao todo sete pessoas já haviam sido presas temporariamente, mais de 26 buscas e apreensões realizadas, que resultaram na apreensão de eletrônicos, smartphones, computadores, documentos, 10 veículos, um barco com carretinha, jóias, discos rígidos e várias cédulas de cheque de valores diversos no valor total de R$109 mil e R$143 mil em espécie, além de armas de fogo e munições de vários calibres. Diversas contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas bloqueadas.

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