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Anular a Lava Jato é o “sonho de consumo” de criminosos, diz Moro na CCJ do Senado

Por Marco Eusébio

Da coluna Entrelinhas da Notícia
Artigo de responsabilidade do autor

Roberto Castello, da assessoria

ColunaMarcoEusébio

Simone Tebet conduziu a sabatina de Sérgio Moro na CCJ que durou mais de oito horas sem intervalo para almoço

Em mais de oito horas de sessão em respondeu perguntas de 40 senadores, Sérgio Moro reafirmou ontem na CCJ do Senado que é "criminosa" a invasão de celulares dele e de integrantes da Lava Jato em ação orquestrada para tentar enfraquecer a maior operação que combate a corrupção no Brasil e tentar invalidar a condenação de criminosos poderosos. Destacou que o ataque não foi ao acaso: "Quem faz essas operações de contra-inteligência não é um adolescente com espinhas na frente do computador, mas sim um grupo criminoso estruturado", afirmou. Moro advertiu ainda que tentar anular prisões e condenações da Lava Jato "é o sonho de consumo de muita gente que se envolveu nas práticas desses crimes".

Senadores da oposição tentaram desqualificar a lisura de Moro e da Lava Jato, e os demais elogiaram o ministro e a operação. Sérgio Moro respondeu a todos de forma tranquila e assegurou que "é zero" o comprometimento da imparcialidade nas ações. Disse que entregou seu aparelho invadido à Polícia Federal, que investiga as invasões criminosas, e voltou a cobrar do site The Intercept que entregue a íntegra do material roubado para perícia oficial – seja para a PF ou para o Supremo – para que seja avaliada a atenticidade das supostas conversas divulgadas que, afirmou, não apontam qualquer irregularidade legal no andamento dos processos da operação.

Ao fim da sabatina, a senadora Simone Tebet (MDB-MS), presidente da CCJ, cuja condução "serena" do debate foi elogiada por senadores e por Sérgio Moro, ressaltou o aspecto democrático da reunião e frisou que o Senado "é a Casa da moderação e do diálogo". "Fizemos um diálogo franco, aberto e equilibrado. Agora cada um dos senadores, por meio do que puderam colher do ministro, poderá fazer seu juízo de valor a respeito do que vem sendo veiculado pela mídia", disse a senadora.

 

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Hacker tentou se passar por Moro enviando mensagens pelo Telegram

Reprodução

ColunaMarcoEusébio

Mensagem de hacker tentando se passar por Moro foi enviada para funcionário do Ministério da Justiça, conforme investigação

O hacker que invadiu o aparelho celular do ex-juiz e ministro da Justiça Sergio Moro usou o aplicativo Telegram e conversou com seus contatos, conforme provas obtidas pela Polícia Federal no inquérito que apura as invasões e roubos de supostas mensagens trocadas por Moro e outras autoridades ligadas à operação Lava-Jato. O caso ocorreu no dia 4 deste mês, quando um funcionário do Ministério da Justiça recebeu uma mensagem do telefone do ministro com o link de uma reportagem publicada no site do ministério. "Boa noite. O que achou dessa matéria?", perguntou o hacker com o perfil denominado SFM (iniciais de Sérgio Fernando Moro) ao funcionário, que respondeu: "Vou ler". O hacker também conversou brevemente com um jornalista da "Gazeta do Povo", que abordou a falsa conta do ministro ao receber uma notificação de que Moro havia instalado o Telegram em seu aparelho. O ministro já afirmou que deixou de usar o Telegram em 2017 e apagou sua conta naquela ocasião. Por isso, afirma sua assessoria, não havia dados possíveis de serem copiados pelo hacker durante a invasão. A Polícia Federal nvestiga as invasões e tentar rastrear o hacker. (Com O Globo e Estadão)

 

 

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