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Carne vegetal é a nova aposta para o futuro

Por Pérola Cattini

Da coluna Bem-Estar
Artigo de responsabilidade do autor

Produtores de carne já começam a pensar em alternativas para suprir mercado ávido por soluções mais conscientes e sem sofrimento animal

Divulgação

ColunaBem-Estar

Com o lançamento de novos produtos que substituem a carne animal pela “carne vegetal”, cresce o debate sobre o uso dessa alternativa.

Para ativistas dos direitos dos animais, o uso de carne vegetal pode implicar em menos sofrimento para os animais. Atualmente, a indústria da carne é considerada perversa por diversas instituições, por armazenar variadas espécies em espaços pequenos, causando  danos para a saúde desses animais.

Há também diversas pesquisas que relacionam o consumo exagerado de carne animal com problemas de saúde, como infarto, AVC, entre outros. De acordo com uma pesquisa realizada na Inglaterra, o consumo de carne animal está ligado também com a maior mortalidade dessas doenças.

Essas informações levam o debate para os alunos da faculdade de nutrição, de medicina e também para a sociedade civil, que passa a exigir alternativas mais sustentáveis para a produção de alimentos.

Tudo isso faz com que o próprio mercado veja uma possibilidade de ampliar seu alcance e comece a investir na produção de alternativas para a carne animal.

No Brasil, empresas que tradicionalmente estão ligadas à criação de animais para o corte já começaram a migrar parte de sua produção e recursos para a produção de vegetais que serão utilizados na fabricação dessa “nova carne”.

A medida é mais ecológica e também pode representar uma melhora na saúde dos consumidores, evitando o aumento do colesterol, por exemplo.

Economia mais estável
O investimento nessa produção pode significar mais economia para as já grandes produtoras de alimentos no país. Enquanto uma área do tamanho de um campo de futebol seria o suficiente para a criação bovina destinada a alimentar uma pessoa ao ano, o mesmo espaço seria o suficiente para alimentar 14 pessoas no mesmo período com a produção agrícola.

O cultivo também pode ser mais econômico, tanto para a produção, quanto para a manutenção. O armazenamento também é feito de maneira mais simples, assim como o transporte. Uma vez que o transporte de animais muitas vezes é feito com eles vivos, em condições nem sempre adequadas de segurança, o transporte de vegetais é mais simples e econômico.

Grandes redes
Algumas das maiores redes do país já se preocupam em lançar no cardápio opções para quem não come carne. Entre as hamburguerias, as opções de pratos com hambúrguer de soja, beterraba e outras plantas faz cada vez mais sucesso entre os consumidores.

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