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Xenofobia na fronteira será tema de debate em Ponta Porã

Discussão será na Câmara Municipal e foi definida em reunião com o Cônsul do Brasil

Renato Giansante
De Dourados para o Capital News

Divulgação

Xenofobia na fronteira será tema de debate em Ponta Porã

Reunião entre cônsul e vereadores definiram a audiência pública sobre o preconceito aos estudantes

A Xenofobia na fronteira será debatida em uma audiência pública na Câmara de Ponta Porã. Uma reunião nesta segunda-feira entre vereadores e o cônsul do Brasil em Pedro Juan Caballero acertaram os detalhes para a discussão que ainda terá uma data a ser marcada.

De acordo com o Cônsul, o preconceito ou intolerância com os estrangeiros é muito comum com alunos brasileiros que vivem e estudam em universidades de Pedro Juan Caballero. Há cerca de 10 mil pessoas estudando medicina em 12 universidades em Pedro Juan.

Par ao cônsul, Vitor Hugo Irigaray, os candidatos a estudar no Paraguai precisam procurar esclarecimentos sobre a documentação migratória necessária. "Eu não posso encaminhar os estudantes para as universidades, mas eles podem pesquisar sobre as instituições. Para ter acesso ao documento migratório é um processo rápido, em cinco minutos os estudantes conseguem", esclareceu dizendo que o entusiasmo e a disponibilidade dos vereadores em ouvir os estudantes é de suma importância.

"Nós queremos que os alunos vivam em paz em todas as universidades e se respeitem. E com a ajuda da Câmara e outros órgãos iremos debater como melhorar a integração entre Brasil e Paraguai", concluiu.

O presidente da Câmara de Vereadores de Ponta Porã, Otaviano Cardoso disse que o Consulado pode contar com o apoio da Câmara Municipal e a audiência pública buscará soluções para os problemas enfrentados pelos estudantes brasileiros em Pedro Juan Caballero. "Brasileiros e Paraguaios são irmãos e queremos que todos possam viver em paz, sem nenhum tipo de hostilização e que os estudantes, que desejam se inscrever nas universidades paraguaias estejam com a documentação migratória em dia", concluiu parlamentar.

Os alunos brasileiros, que foram matriculados em anos anteriores e que ainda não possuem a carteira temporária ou permanente de migração paraguaia precisam regularizar a situação para continuar seus estudos no país vizinho. A carteira temporária vale por dois anos e os estudantes podem buscar mais informações na Rua Marechal Estigarribia, nº 250, Centro, próximo ao Hospital São Lucas, de segunda a sexta-feira, das 7:30 às 13:30 horas.

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