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Segunda-Feira, 21 de Agosto de 2017, 11h:56
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Sumiço de irmãos em abordagem do DOF completa 9 dias, sem resposta

Eles foram vistos pela última vez sábado (12), sendo levados por quatro policiais

Laura Holsback
Capital News

Reprodução/Facebook

Sumiço de irmãos em abordagem do DOF completa 9 dias, sem resposta

Irmãos sumiram no dia 12, em Ponta Porã

Nesta segunda-feira (21) completam nove dias desde o sumiço dos irmãos Rodney Campos dos Santos, 27 anos, e Edney Bruno Ortiz Amorim, 20, em abordagem de policiais do Departamento de Operações de Fronteira (DOF).

 

Os dois desapareceram no sábado (12), em Ponta Porã, e desde então o desfecho sobre o paradeiro deles tornou-se mistério. Imagens de circuito de segurança mostram os jovens sendo vistos pela última vez durante abordagem no pátio de um posto de gasolina, à margem da MS-164.


Sem ter tido resposta satisfatória por parte das autoridades policiais, famíliares e amigos decidiram agir por conta própria. Neste domingo (20), foram feitas buscas nas imediações onde o sumiço dos irmãos ocorreu, mas nenhuma pista que leve ao paradeiro deles foi encontrada.

 

SUSPEITA

Imagens mostram momento que irmãos foram levados

A família acredita que o desaparecimento de Rodney e Edney tenha envolvimento dos policiais que atuaram na abordagem. A suspeita existe porque na gravação feita por sistema de monitoramento do posto, os irmãos aparecem sendo levados por quatro policiais do DOF. Um dos jovens foi no compartimento de presos de uma viatura e o outro no carro que eles dirigiam no momento da parada policial, um Golf, de cor preta.  


Os policiais envolvidos alegaram que liberaram os irmãos logos depois da abordagem, que teria ocorrido erroneamente. No entanto, outra imagem adquirida pela polícia mostra o veiculo Golf passando pela rodovia, em direção ao Assentamento Itamarati. E, horas após a ação policial transitando com destino a cidade de Ponta Porã. O automóvel foi encontrado quatro dias após o desaparecimento dos jovens, no Paraguai. No banco de trás estava o boné que um dos irmãos usava quando foi abordado.


Em reportagem do Porã News, familiares e amigos disseram que estão revoltados com a falta de resposta da polícia. Por isso, resolveram fazer buscas por conta própria. Segundo eles, ainda não há nenhuma resposta sobre o andamento das investigações.

 

PASSAGENS

Segundo a assessoria de comunicação da Polícia Civil, Rodney tinha um registro de lesão corporal em 2009, direção perigosa em 2015 e perturbação do sossego em 2016.

 

Além disso, ele já foi condenado por tráfico de drogas e em 2015 saiu do presídio em razão de progressão do regime para semiaberto. O irmão dele tinha registro na polícia por ameaça enquanto ainda era adolescente e perturbação do sossego também no ano de 2016.


Na semana passada, o DOF declarou que faz investigação interna e que afastou das funções os policiais envolvidos no caso. A reportagem tentou nesta segunda-feira (21) contanto com o setor de comunicação do departamento, mas a ligação não foi atendida.


Oficialmente, o caso é investigado na Delegacia Especializa de Repressão aos Crimes de Homicídio (DEH). “O que eu posso dizer é que estamos investigando. Não temos nada para divulgar para não atrapalhar a investigação”, disse o delegado Marcio Obara.

1 COMENTÁRIO:

É quase certeza que estão envolvidos.
enviado por: Jefferson Marques em 23/08/2017 às 11:13:00
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